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Brincando de fotografia macro com lente invertida

Olá pessoal.

Tenho certeza que todo mundo aí já ouviu falar dessa técnica de fotografar macro usando a lente invertida. Definitivamente isso não é novidade.

Mas sabem que eu NUNCA tinha brincado disso? Pra falar a verdade, eu nem sabia como fazer. Descobri que mais simples, impossível. Tire a objetiva da câmera, vire ao contrário e segure na frente do corpo da câmera. Dificil, não?

Bom, isso é um assunto. Outro assunto, que o pessoal que me segue no twitter acompanhou, é que eu resgatei na semana passada uma gatinha que estava quase morrendo. Hoje, felizmente ela já está comendo bem, saudável e está bem mais gordinha.

O que uma coisa tem a ver com a outra? É que aproveitei a oportunidade para mostrar as fotos dela para vocês (já que tinha gente pedindo no twitter) e, ao mesmo tempo, mostrar a técnica do macro com a lente invertida.

Nessas primeiras imagens, estou usando a lente 50mm na posição normal.

E nessas a seguir, inverti a lente 50mm, para fazer uns macros legais.

Mas Huaíne, o que diabos isso tem a ver com fotografia infantil?

Em princípio, nada! Mas se você forem um pouco criativos, podem usar sim essa técnica com fotografia infantil, fotografando, por exemplo, detalhes dos recém nascidos, assim como fiz com a gatinha. Legal, não é?

Pensei em fazer um vídeo para vocês, demonstrando a técnica. Mas deixei para os feras! (até porque eu aprendi a fazer isso agora, rs).

A seguir vocês conferem um vídeo explicativo, feito pela Imagetech, com o fotógrafo Leandro Nunes.

Grande abraço a todos.

O melhor da Fotografia Infantil no Flickr #02

Olá amantes da fotografia infantil, como estão? [hoje estou de bom humor hehehe].

Dessa vez demorei um pouquinho mais para postar nossas 3 imagens favoritas do flickr no mês de setembro, porque achei que faria mais sentido que fosse no fim do mês. Da vez passada eu postei praticamente no meio, rsrs.

Pra quem aterrissou aqui agora, a brincadeira é a seguinte: Vocês postam seus melhores registros de fotografia infantil no Grupo do Blog no Flickr e eu escolho a cada mês, 3 fotos para ilustrar. Vou sempre comentar porquê escolhi, colocar o exif (quando disponível) e linkar para o photostream da pessoa.

É uma oportunidade bacana porque de repente pode dar uma visibilidade legal para o trabalho de vocês.

Vamos às minhas imagens favoritas do mês de setembro.

1 –

Essa primeira foto, é do filhote da Carla Caseiro. Além de ter adorado a espontaneidade do garoto, fiquei curiosa para saber como ela conseguiu essa luz sobre homogênea. Olha… se é estúdio caseiro, mandou muito bem, viu Carla?!

O clique foi feito com uma Canon 450D usando abertura f/4, velocidade 1/200s e ISO200.

2 –

Essa aqui está simplesmente irresistível. O adorável sorriso desse garoto foi capturado pela Bianca Spirito. Clique certeiro.

Realmente a “cinquentinha” é uma excelente lente para retratos, né? Aqui a Bianca usou uma Nikon D90, uma 50mm com abertura f/1.8, velocidade 1/200s e ISO320. Way to go, girl!

3 –

E pra fechar, temos essa delícia de retrato do NoFernandes, com o Enzo que só tem 3 meses, curtindo o colinho da mamãe. Que mordomia, hein Enzo?!

A foto foi capturada com uma Canon XS, usando uma 70mm em f/2.8, velocidade 1/1000s e ISO400.

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Confesso a vocês que estou me surpreendendo com a qualidade das fotografias postadas ali no Grupo. Vocês realmente tem talento, estou gostando de ver.

Continuem postando que mês que vem tem mais! Um abração.

Fotografe sua família!

Olá amigos.

Hoje foi a minha amiga Ana Paula que me inspirou a fazer este post para vocês. O título faz referência a um livro da National Geographic que eu sempre quis ter e até agora não comprei. É baratinho até, 50 pila na Livraria Nobel.

(dica: meu aniversário é em janeiro, quem quiser me presentear rsrsrs).

Enfim, todo mundo deve saber (porque eu me orgulho bastante do fato e saio falando por aí) que eu venho de uma família de fotógrafos. Pai e avô, principalmente. Embora muitos dos meus tios – irmãos do meu pai – já se aventuraram na arte, obtendo resultados muito bons.

Dou um valor ABSURDO para fotos de família. É simplesmente impressionante como essas imagens ganham valor com o tempo e contam a história das pessoas de maneira única.

Me sinto privilegiada por ter tantos registros bons e resolvi compartilhar com vocês algumas das grandes imagens registradas pela Família Nunes, mas me atendo à temática Fotografia Infantil.

Como meu avô mal lembra o próprio nome (hahaha, maldade) ele jamais saberia dizer quais as câmeras usadas para capturar as imagens. Mas nas fotos do meu pai eu consigo dizer uma ou outra coisa.

Contei com a ajuda da minha mãe para lembrar das datas. Espero que vocês gostem.

Essas três primeiras imagens eu gosto muito. São bem do início da década de 60, eu chutaria 1961. Meu pai não tinha nascido ainda.

Para o imenso azar do meu pai, em 1962 (quando ele nasceu) meu avô tinha dado uma trégua na fotografia, só retomando na década de 70. Enquanto meu tio Junior (fotos) tem muitos registros de bebê, meu pai não tem nenhum.

 

Esse loirinho gatinho é o meu irmão Aruanan. Meu pai tinha uma habilidade descomunal para registrá-lo. Essas fotos são de 1984/85, tiradas em Itaituba, no Pará, quando meu pai serviu no quartel de lá por 2 anos. Vocês não acham que ele parecia o Pequeno Príncipe?

Essa sou eu, em 1990 com 1 ano de idade. O clique foi feito pela minha tia Grace, com a Nikon F-301, a câmera de filme que eu  uso atualmente.

Mais alguns cliques meus, por volta de 1991/1992, ainda em Floripa, antes de me mudar para Cascavel. Meu pai adorava sair comigo e fazer uns cliques flagrantes, como aquela primeira, tirando a sandalinha.

Essas duas últimas também são do olhar apurado da minha tia Grace. Em 1995 eu tinha 6 anos e já morava aqui em Cascavel – PR.

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Bom pessoal, espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho sobre a fotografia na minha família e as influências que tive. Não consegui lembrar de nenhuma câmera, mas depois eu pergunto certinho para o meu pai.

Fiquem a vontade para compartilhar fotos da família de vocês. Se quiserem, podem postar lá no Grupo do Blog no Flickr.

Um abração.

Huaíne Nunes.

Reality Show: The Shot!

Olá pessoal.

A dica relâmpago de hoje vai para uma descoberta que fiz hoje durante o meu horário de almoço. Não sei se estou desatualizada e todo mundo já sabia (é possível), mas eu achei simplesmente fantástico encontrar um reality show de fotógrafos.

Sempre fui fã de realities. Assisto America’s Next Top Model, Project Runway, Top Design e todos que eu conseguir encontrar sobre moda e design. Mas eu nunca tinha visto um sobre fotografia!

O programa é do canal VH1, mas eu descobri passando no canal GNT. Dei sorte de sempre almoçar com a tv ligada heheh.

Pelo que descobri, é um programa de 2007, onde 10 aspirantes à fotógrafos de moda vão competir entre si, naquele esqueminha de sempre em reality shows. A cada semana um é eliminado e o vencedor ganha um ensaio para o catálogo anual da Victória Secrets e U$100.000,00

Os participantes vão viver e trabalhar juntos em Los Angeles e receber a orientação do renomado fotógrafo Russell James. Estes aspirantes a fotógrafos vão embarcar em uma série de ensaios fotográficos para por a prova sua criatividade e expor suas fraquezas. Pela primeira vez em suas vidas, os competidores vão trabalhar com top models e profissionais experientes e viajar para locações exóticas – tudo isso para conseguir a foto perfeita. (via Minha Série).

A cada programa há um desafio diferente. No programa que eu assisti, eles tinham que fotografar embaixo d’água.

Depois de um mês, a longa jornada termina e o melhor fotógrafo será o campeão, dando início a sua carreira profissional.

Aqui vocês podem conferir o blog do programa.

Achei pouca coisa a respeito do programa, para falar a verdade. Ainda não encontrei onde baixá-la, por isso vou acompanhar pelo GNT, de segunda à sexta, ao meio dia.

Confiram o vídeo de um dos participantes:

Eu achei muuuito legal.

Zerar o Fotômetro?! Essa e outras pérolas da fotografia.

Há um tempo atrás eu estava conversando com um amigo, o fotógrafo Darlinton Ferreira, sobre algumas frases que ouvimos quando estamos com outros fotógrafos que – para nós – não faz o menor sentido.

Fiquei um tempão refletindo se deveria fazer essa postagem e, caso fizesse, se faria em forma de vídeo ou escrita. Quase fiz em video, pois achei que eu precisaria ser enfática em alguns pontos, mas depois desisti.

Bom, vou começar pela recente experiência do Darlinton, que me inspirou a escrever e também ilustra o título do texto.

1- Zerar o fotômetro. WTF?

Além dessa eu já ouvi alguns variações do tipo “finalmente aprendi a fotometrar”. Explico. Eis que meu amigo Darlinton estava fotografando em conjunto com outros colegas e um deles disse que finalmente aprendeu a “zerar o fotômetro”.

Pois bem, vejamos. Se a pessoa se referia a conseguir colocar o “pontinho no meio”, sinto informar-lhe que isso não é saber fotometrar. Primeiro porque até um macaco consegue fazer isso. Segundo porque você pode girar o dial da sua câmera loucamente e mais cedo ou mais tarde o tal pontinho vai ficar o meio. Isso não significa que você saiba o que está fazendo.

Perceba que, se velocidade e abertura são inversamente proporcionais, é só jogar uma pra um lado, outra pro outro e você vai, eventualmente, conseguir uma correta exposição.

Aprender a fotometrar significa aprender os conceitos, entender a luz e saber usar o fotômetro a seu favor, como assistente.

Existem inúmeras combinações de velocidade, abertura e ISO que te trarão exatamente a mesma exposição. Cabe a você julgar qual é a melhor delas, sendo assistido pelo fotômetro (que mede a luz pra você, facilitando a sua vida).

exemplo de fotômetro onde é só girar e pôr no meio

2- Toda lente de kit é escura.

Essa foi o ápice. Depois de parar de rir, foi a gota d’água para que eu escrevesse para vocês sobre esses conceitos altamente deturpados que as pessoas têm.

O sujeito disse que fez um teste, câmeras iguais, com “tudo igualzinho”. Aqui eu deduzo que quis dizer, mesma velocidade, mesma abertura e mesmo ISO. Então o teste dele revelou que numa 50mm f/1.8, com “tudo igualzinho”, ela é mais clara que uma lente de kit.

Vamos analisar porquê esse é um erro absurdo. Se a abertura (tanto na 50mm como na lente de kit) for f/5.6, por exemplo, usando o mesmo ISO e mesma velocidade a exposição será a mesma. Não existe lente mais clara que a outra, existe lente com maiores aberturas.

As pessoas pensam que a 50mm é uma lente clara e ponto. Então se ela tiver em f/16 ela será clara. Amigos, vou escrever bem devagar para vocês entenderem (hahahaha):

E pra deixar mais claro ainda, fizemos o teste. Foram feitas duas fotos,  usando uma Nikon D80. A foto da esquerda é de uma 50mm e da direita com uma 18-135mm, na distância focal de 50mm. Ambas estão com abertura f/5.6, velocidade 1/2 e ISO800. Vejam que a exposição está igual! A 50mm não é mais clara que a lente do kit, ela só permite aberturas maiores. É claro que a diferença que vocês notarão é de nitidez e qualidade ótica, mas em termos de luminosidade, vejam que a foto ficou igual.

3- Fotógrafo bom só fotografa no modo Manual.

Essa é outra coisa que não me parece fazer sentido algum. Em primeiro lugar, que falta de segurança é essa que as pessoas têm? Para saber se é bom fotógrafo ou não, ficam tentando se auto-afirmar dessa forma. Patético.

E depois que não é toda foto que tem necessidade de ser minunciosamente medida. Se a configuração que eu faria em determinada foto, for exatamente a mesma que o fotômetro faria automaticamente, pra quê perder esse tempo?

Vou exemplificar. Peguei duas imagens do meu acervo pessoal.

A primeira imagem é um perfeito exemplo de que tanto a fotometria manual que eu fizesse – que com certeza seria grande abertura para o fundo desfocado, aliado à velocidade relativamente alta para congelar o cachorrinho – quanto a fotometria feita de forma automática pela câmera seriam muito parecidas. Como tanto faz, posso usar configurações automáticas e ganhar tempo.

Já na segunda imagem não posso dizer o mesmo. Tenho certeza que se usasse modos automáticos, o resultado final não chegaria nem perto deste que consegui. Foi preciso analisar a luz para saber qual configuração usar. É por isso que é importante saber usar o modo manual. Mas isso significa saber o que está fazendo e não usar por usar.

Bom pessoal, espero não ter ofendido ninguém com algumas das afirmações.

E para àqueles que mesmo assim, se sentiram ofendidos, talvez seja uma boa hora de rever alguns conceitos e estudar outros.

Um abraço.

Livro: Tamara Lackey – A Arte de Fotografar Crianças

Há tempos estava planejando escrever para vocês sobre este maravilhoso livro (que eu vinha paquerando há um tempão).

O pessoal do Fotografia-DG, em parceria com a Editora Photos, resolveu gentilmente me presentear com horas de leitura educativa, ao me enviar este livro.

O livro A Arte de Fotografar Crianças, da fotógrafa Tamara Lackey, tem tudo que eu gostaria de ler sobre este assunto [fotografia infantil] e muito mais.

Na tradução brasileira, o livro é distruibuído pela Editora Photos. Custa R$89,00.

Vocês podem folhear as primeiras páginas do livro aqui. O legal é poder ver todo o índice. Foi isso que me deixou decidida a lê-lo, porque era notável o quanto o conteúdo é excelente.

Há também um DVD sobre o trabalho da Tamara, que eu adoraria ter, mas ainda não está a venda no Brasil. Chama Inside Contemporary Children’s Photography e custa a bagatela de U$199,00.

Ainda assim, para nós meros mortais, há o teaser do dvd, que já é inspirador o suficiente (imagina o dvd inteiro, rs).

Segue o vídeo:

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Escrevi para o Fotografia-DG um review completo sobre o livro A Arte de Fotografar Crianças e um pouquinho sobre a autora Tamara Lackey.

Não deixem de conferir.

E para fechar, deliciem-se com mais algumas lindas fotos da Tamara. Um dia eu chego lá!

Foi dificílimo selecionar essas fotos. Eu tire que parar de olhar o blog dela, senão ia escolher todas.

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Pessoal, gostaria de aproveitar a oportunidade para convidá-los a ler os artigos sobre o bê-a-bá da fotografia infantil, que fiz recentemente para o Fotografia-DG. Vejam a Parte I e a Parte II.

Espero que tenham gostado, fica a dica relâmpago de hoje, um excelente livro de fotografia.

Um abraço e até a próxima.

Huaíne Nunes.

O melhor da Fotografia Infantil no Flickr #01

Olá amigos, como vocês estão?

Há um mês atrás propus uma nova brincadeirinha aqui no blog. Que vocês postassem suas melhores imagens de fotografia infantil no nosso grupo do flickr, que elas mensalmente sairiam por aqui.

Todo mês vou escolher três fotos para ilustrar a postagem. Caprichem! Assim vocês terão mais visibilidade no photostream de vocês.

Vamos às imagens do mês de agosto.

1 –

A primeira imagem é da ~Ana Paula~. Escolhi pois gostei muuito do enquadramento e do uso inteligente da luz de cabelo. Capturou muito bem a espontaneidade da Marianinha.

A foto foi clicada com uma Nikon D60, usando velocidade 1/250, abertura f/5.6 e ISO400.

2 –


Essa gargalhada gostosa do Matheus foi capturada pela {Carina}. Ela utilizou uma Canon T2i, abertura f/16, velocidade 1/640 e ISO800.

3 –

Por último, mas  não menos importante, temos os lindos e irresistíveis olhos azuis da Isabel, clicados pela Graziela Potinatti.

A Graziela também utilizou uma Nikon D60, com velocidade 1/60, abertura f/5.6 e ISO200.

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Continuem postando suas imagens, pessoal. Já percebi que vocês tem talento!

Um grande abraço,

Huaíne Nunes.

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