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Dica de Livro: Fotógrafo – O olhar, a técnica e o trabalho.

Olá amigos.

Há um tempo atrás, comecei a fazer um curso no SENAC de Cascavel, sobre Fotografia de Eventos Sociais. O curso é legalzinho, sem grandes novidades, mas é um bom lugar para ir e conversar com os colegas sobre fotografia.

Para tirar proveito da experiência toda, procurei na biblioteca algum livro de fotografia (mesmo o cara que atende lá dizendo que não tinha nenhum!) e encontrei este, chamado Fotógrafo – O olhar, a técnica e trabalho, da Editora Senac Nacional.


Achei muito legal por ser uma produção 100% brasileira. Conta com belas imagens de renomados fotógrafos brasileiros, como Carios Humberto TDC, Evandro Teixeira, Marc Ferrez, Militão, Nair Benedicto, Pedro Karp Vasquez, Sebastião Salgado, Vik Muniz, dentre outros.

O livro é dividido em quatro grandes capítulos, todos eles muito bem escritos e, principalmente, ricamente ilustrados.

Vamos comentar um pouquinho cada capítulo.

I – O Olhar do Fotógrafo

Essa primeira parte fala da fotografia como documento histórico, sobre como buscar uma linguagem pessoal e inovar sempre. Conta com algumas lindas imagens de Sebastião Salgado e do mestre Cartier-Bresson (amo aquela imagem do menino com as garrafas), onde explicam sobre o ‘momento decisivo’.

De tempos em tempos, durante os capítulos, há pequenos quadros com atividades a serem seguidas. Muito legal isso, eles falam sobre o assunto, depois dão a dica de como exercitar.

Dentro dessa primeira parte, há relatos de fotógrafos brasileiros sobre sua história na fotografia e como construíram o próprio olhar.

II – Como Fotografar.

O segundo capítulo é de praxe. Dicas técnicas e básicas, sobre os principais conceitos [conhecimento obrigatório] da fotografia. Conta com explicações sobre: Partes da câmera fotográfica; Equipamentos e Formatos; Filmes; Luz; Acessórios para câmera; sobre como colocar em Prática os conhecimentos adquiridos; sobre Estúdio Fotográfico e ainda sobre Informática e a Fotografia.

É engraçado, pois como o livro é de 2002 (nem faz tanto tempo assim, hein), muita coisa mudou de lá pra cá, então pode parecer que o livro está desatualizado. Mas ao mesmo tempo, relendo certas coisas, vejo que muita coisa na fotografia não mudou e eu adoraria que os filhos da fotografia digital voltassem um pouquinho no tempo e entendessem certos conceitos que estão sendo perdidos.

As explicações sobre tipos de objetivas, sobre profundidade de campo, obturadores, diafragma, são todas muito detalhadas, com ilustrações. Muito bom pra quem tem dificuldade em entender a matemática por trás da fotografia.

A parte que explica sobre luz é riquíssima. Fala sobre fotômetros manuais, digitais, sobre como interpretar, ler e entender a luz. Realmente muito bom!

Na sessão dedicada à informática, essa tive que ler só por diversão mesmo, já que muita coisa não é mais aplicada. É bem legal ver como a coisa toda evoluiu muito. Ali eles falam sobre resolução de monitor, sobre ppi, megapixel, bits, e tem até um “Informatiquês para Fotógrafos”, onde explicam alguns termos que até então eram novos, como Balanço de Brancos, CCD, JPEG, RGB, entre outros.

III – Laboratório Fotográfico.

Confesso que essa parte achei bem chatinha. Já li isso em livros demais e como nunca pus em prática, fica chato de ler. Pra quem tem interesse no assunto, explica bem detalhadinho sobre as partes do laboratório de revelação, sobre os químicos usados, etc. Fala até sobre como se organizar e manter a segurança (alergia, inalação de gases tóxicos, são um exemplo) no laboratório.

IV – Um Mercado de Trabalho em Transformação [e com muitas opções].

No último capítulo, tratam um pouco da fotografia como profissão. Sobre algumas especialidades da fotografia, sobre como gerenciar sua carreira e a atualização profissional.

Aliás, ainda nesse assunto, o pessoal que me acompanha no Fotografia-DG já deve ter visto que escrevi sobre Como se Inserir no Mercado Fotográfico, vale a pena dar uma lidinha.

Voltando ao livro, acho legal como falam sobre ter um diferencial e não pensar somente no mercado, esquecendo a fotografia como arte.

“Traçar opções tendo o foco unicamente no mercado, sem dar conta do próprio temperamento e perfil psicológico, pode ser um caminho curto para o suicídio profissional.”

Para quem tem dúvida de em que área atuar e por onde começar, há explicações sobre algumas especialidades, como o fotojornalismo, a fotografia social, a macrofotografia, fotografia submarina, a editorial, entre outros.

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De modo geral, gostei bastante do livro. Tem  bastante cara de “primeiro livro”. Digo, eu que já li muitos livros básicos, o assunto se torna repetitivo, mas para quem está começando e procura um livro para tratar do passo-a-passo, esse da Editora Senac é uma boa opção.

Se você tem SENAC na sua cidade, vale a pena dar uma passadinha e ver se encontra na biblioteca. Acho que nem precisa ser aluno nem nada rsrs. Eu cheguei la, o cara só anotou meu nome e telefone. Nem meu RG ele pediu hehehe.

Fica a dica relâmpago de hoje. Adoro dar dicas de livros. Sempre torço para que 10% das pessoas que lêem o blog realmente leiam algum livro de fotografia. É bom demais!

OBS: Galera, confesso que ando meio sem assunto. Ate tenho umas ideias de posts, mas são aquelas dicas em vídeo que ando sem tempo de fazer. Se vocês tem alguma sugestão do que gostariam de ver por aqui, pode “mandá bala”!

Um abração e até a próxima.

Huaíne Nunes.

Fotografe sua família!

Olá amigos.

Hoje foi a minha amiga Ana Paula que me inspirou a fazer este post para vocês. O título faz referência a um livro da National Geographic que eu sempre quis ter e até agora não comprei. É baratinho até, 50 pila na Livraria Nobel.

(dica: meu aniversário é em janeiro, quem quiser me presentear rsrsrs).

Enfim, todo mundo deve saber (porque eu me orgulho bastante do fato e saio falando por aí) que eu venho de uma família de fotógrafos. Pai e avô, principalmente. Embora muitos dos meus tios – irmãos do meu pai – já se aventuraram na arte, obtendo resultados muito bons.

Dou um valor ABSURDO para fotos de família. É simplesmente impressionante como essas imagens ganham valor com o tempo e contam a história das pessoas de maneira única.

Me sinto privilegiada por ter tantos registros bons e resolvi compartilhar com vocês algumas das grandes imagens registradas pela Família Nunes, mas me atendo à temática Fotografia Infantil.

Como meu avô mal lembra o próprio nome (hahaha, maldade) ele jamais saberia dizer quais as câmeras usadas para capturar as imagens. Mas nas fotos do meu pai eu consigo dizer uma ou outra coisa.

Contei com a ajuda da minha mãe para lembrar das datas. Espero que vocês gostem.

Essas três primeiras imagens eu gosto muito. São bem do início da década de 60, eu chutaria 1961. Meu pai não tinha nascido ainda.

Para o imenso azar do meu pai, em 1962 (quando ele nasceu) meu avô tinha dado uma trégua na fotografia, só retomando na década de 70. Enquanto meu tio Junior (fotos) tem muitos registros de bebê, meu pai não tem nenhum.

 

Esse loirinho gatinho é o meu irmão Aruanan. Meu pai tinha uma habilidade descomunal para registrá-lo. Essas fotos são de 1984/85, tiradas em Itaituba, no Pará, quando meu pai serviu no quartel de lá por 2 anos. Vocês não acham que ele parecia o Pequeno Príncipe?

Essa sou eu, em 1990 com 1 ano de idade. O clique foi feito pela minha tia Grace, com a Nikon F-301, a câmera de filme que eu  uso atualmente.

Mais alguns cliques meus, por volta de 1991/1992, ainda em Floripa, antes de me mudar para Cascavel. Meu pai adorava sair comigo e fazer uns cliques flagrantes, como aquela primeira, tirando a sandalinha.

Essas duas últimas também são do olhar apurado da minha tia Grace. Em 1995 eu tinha 6 anos e já morava aqui em Cascavel – PR.

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Bom pessoal, espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho sobre a fotografia na minha família e as influências que tive. Não consegui lembrar de nenhuma câmera, mas depois eu pergunto certinho para o meu pai.

Fiquem a vontade para compartilhar fotos da família de vocês. Se quiserem, podem postar lá no Grupo do Blog no Flickr.

Um abração.

Huaíne Nunes.

O melhor da Fotografia Infantil no Flickr #01

Olá amigos, como vocês estão?

Há um mês atrás propus uma nova brincadeirinha aqui no blog. Que vocês postassem suas melhores imagens de fotografia infantil no nosso grupo do flickr, que elas mensalmente sairiam por aqui.

Todo mês vou escolher três fotos para ilustrar a postagem. Caprichem! Assim vocês terão mais visibilidade no photostream de vocês.

Vamos às imagens do mês de agosto.

1 –

A primeira imagem é da ~Ana Paula~. Escolhi pois gostei muuito do enquadramento e do uso inteligente da luz de cabelo. Capturou muito bem a espontaneidade da Marianinha.

A foto foi clicada com uma Nikon D60, usando velocidade 1/250, abertura f/5.6 e ISO400.

2 –


Essa gargalhada gostosa do Matheus foi capturada pela {Carina}. Ela utilizou uma Canon T2i, abertura f/16, velocidade 1/640 e ISO800.

3 –

Por último, mas  não menos importante, temos os lindos e irresistíveis olhos azuis da Isabel, clicados pela Graziela Potinatti.

A Graziela também utilizou uma Nikon D60, com velocidade 1/60, abertura f/5.6 e ISO200.

____

Continuem postando suas imagens, pessoal. Já percebi que vocês tem talento!

Um grande abraço,

Huaíne Nunes.

Cores harmoniosas!

Buenos dias, amigos fotógrafos.

Não é a primeira vez que converso com vocês sobre as cores e a enorme importância delas para criar fotografias bonitas e harmônicas.

Muita vezes, mesmo uma foto muito boa, precisa de uma “mãozinha” para tornar sua observação mais agradável.

Confesso que aprendi muito sobre como torná-las agradáveis, lendo o artigo A Importância das Cores, que já passei anteriormente para vocês, do blog da Erika Verginelli.

Para acertar no tom.

Bom, se você optou por usar aqueles retângulos coloridos para ajudar a criar harmonia de cores nas suas imagens, é importante acertar no tom da cor. O resultado fica melhor ainda.

Usando aquela ferramentinha do conta-gotas do Photoshop, o eyedropper, voce pode selecionar uma cor predominante na foto, que será a cor do seu retângulo.

Nessa imagem aqui, selecionei a cor da roupinha da Julia. Vejam como fica bonito.

Você pode também usar mais de uma cor, com fiz nas fotos da Juju, usando tom de roxo do fundo e rosa da roupinha dela.

Mas essas fotos da Juliana estão em orientação diferente, uma retrato e outra paisagem e agora?

Eu gosto, particularmente, de colocar imagens do mesmo tamanho no blog, então com o uso desses retângulos bonitinhos, consigo deixar todas elas iguais, mesmo as em orientação diferente. Uma paisagem pode preencher a imagem inteira, enquanto duas retratos podem ficar lado a lado, para ficarem do mesmo tamanho.

Nem sempre precisa ser a cor da roupinha, pode ser a cor dos olhos, de um brinquedo chamativo que esteja na foto ou até mesmo uma cor predominante em mais de uma fotografia, como nessa da Malu, que usei a cor desse “tapete-grama” (rsrs)’ para formar esta imagem.

Também acho legal inserir a assinatura em cima do retângulo complementar, assim ela não disputa atenção com a fotografia.

Você pode fazer isso no photoshop, uma a uma, escolhendo a localização, ou usar o tutorial da última postagem, inserindo com o Lightroom 3.

Lembrando que no caso do LR3, todas ficarão no mesmo lugar, então é bom garantir que os retângulos estejam no mesmo lugar também.

Bom, espero que tenham gostado da dica relâmpago de hoje. É sempre bom exercitar o uso das cores, assim quando estivermos fotografando, no momento do clique, podemos usá-las a nosso favor.

O melhor da fotografia infantil no FlickR.

Olá amigos.

Hoje de manhã estive dando uma espiada num blog chamado Fotografia, que reúne as melhores (do ponto de vista do dono do blog, claro), fotografias do flickr.

Inspirada pela ideia do cara, resolvi mostrar para vocês quais as imagens que eu julgo serem as melhores fotografias infantis do flickr. Tiradas, claro, da minha própria sessão de favoritos.

Como sempre digo, é um aprendizado imenso observar o trabalho de outros fotógrafos, então espero que vocês vejam as fotos com um olhar atento, procurando extrair o máximo de conhecimento.

Clicando em cada uma das fotos, vocês serão redirecionados ao Photostream do autor, então não deixem de conferir outras imagens também.

Aí estão:

Bom pessoal, como eu tenho certeza que existem muuito mais fotos boas do que essas 10 imagens que selecionei para vocês (e eu sofri pra escolher), proponho o seguinte:

Que entrem no grupo que acabei de abrir para o blog e me enviem as suas melhores fotografias infantis. Assim nós podemos fazer uma postagem mensal, com as melhores fotos postadas no grupo  naquele mês.  O que acham?

Fico aguardando a colaboração de vocês.

Bom fim de semana gelado a todos. Agasalhem-se!

Huaíne.

Maturidade Fotográfica. Aprendendo a enxergar.

Eis um assunto que sempre gera controvérsias nas conversas com meus colegas fotógrafos é a equação técnica/talento na fotografia. Quanto de cada influencia ou é necessária na realização de uma boa imagem?

É até dificíl escrever sobre, pois sei que muita gente pensa diferente – o que é bom – mas não resisti de soltar o verbo aqui no blog sobre o que é olhar fotográfico, do meu ponto de vista.

Costumo descrever o aprendizado fotográfico como uma escada, onde os degraus representam o nível de maturidade em que você se encontra

É muito comum vermos fotógrafos mais novos, começando a aprender a técnica, ficarem tão fascinados com todos os recursos da câmera, que começam a tirar fotos de absolutamente tudo que lhes aparece pela frente.

O cara tira foto da pontinha da unha do cachorro, do próprio pé, do prendedor de roupa…  Até o interruptor vira objeto de clique. É um disparo atrás do outro sem fundamento nenhum, apenas pela empolgação inicial com o equipamento.

Apesar de eu considerar esse como o primeiro degrau na aprendizagem, este não deve ser pulado, pois é um estágio que também contribui com a maturidade do aspirante à fotógrafo. É importante este contato com o equipamento, aprender detalhadamente cada função dele até você sentir que ele virou uma extensão do seu braço. É neste primeiro contato com a fotografia, que mesmo que 98% dos seu cliques possam facilmente ser descartados, você aprende a exercitar a visão.

Suas primeiras 10 mil fotografias são as piores, já dizia Cartier-Bresson.

Uma coisa que sempre digo, é que boa parte do aprendizado na fotografia você faz vendo fotos. Livros técnicos fazem parte do aprendizado SIM, mas para o exercício da composição e da visão fotográfica, ver constantemente boas fotos faz com que a sua percepção do que é uma imagem bem composta melhore muito mais rapidamente.

Aproveitando o gancho, gostaria de recomendar alguns blogs de fotografia infantil que me fizeram aprender muito.  Os que mais gosto são, o blog da Tamara Lackey, o da Erika Verginelli, o Cravo e Canela, do queridíssimo Daniel Nobre e o flickr da Mistybliss que tem seis filhos lindos de morrer e fotos mais lindas ainda.

Mas é óbvio que você não precisa se limitar a estes, basta uma busca simples nos grupos do flickr para encontrar materiais excelentes de fotos para ver, ver, ver, aprender, aprender, aprender.

E depois de ver tantas fotos, minhas fotos vão melhorar?

Certamente que vão. Mesmo que você não queira. Digo isto pois é algo inevitável, faz parte do aprendizado natural. É então quando você sobe para o segundo degrau.

Inevitavelmente também, é neste novo estágio, depois de ver tantas fotos de tantos grandes fotógrafos, que a sua exigência aumenta bastante. Não é ciência exata, mas digo por experiência, que a maioria das pessoas passará pela fase da extrema exigência. Onde qualquer ruído, qualquer ISO mais elevado ou uma foto levemente fora de foco parece impossível de tolerar. Isso porque o indivíduo não está totalmente maduro na fotografia.

Neste estágio também entra a boa e velha neura de equipamentos. Como o indivíduo viu fotos dos caras GRANDES, é claro que ficou impressionado com a qualidade de lentes prime, claríssimas e – porquê não dizer – caríssimas também.

Como já passei por isso e tenho colegas ainda assim, posso afirmar que também faz parte do aprendizado natural. É quase como se a pessoa esquecesse o que está fotografando, desde que a qualidade esteja impecável.

E a impressão que dá para o amador, é que você só conseguirá fotos realmente de qualidade se possuir estes equipamentos.

Depois de um tempo, quando você já desistiu de vender tudo que tem para comprar uma 70-200mm 2.8 é que você começa realmente a repensar sobre o que é fotografia para você.

É neste estágio que atualmente me encontro, o terceiro degrau. Não que não hajam mais degraus para subir, com certeza a subida é constante. Mas por enquanto, estou num nível de maturidade em que você pensa: “não é bem assim!”.

É quando você “esquece” por um tempo do ruído do sensor, aceita seu equipamento e percebe que ele pode te oferecer muito mais do que imaginava. Geralmente nessa fase as pessoas tendem a querer voltar a fotografar com filme. É quando surge o “quero pensar antes de fazer o clique”.

Você passa a raciocinar individualmente em cada composição. O número de disparos contínuos diminui muito, pois você sabe quando fazê-los e quando não desperdiçá-los. Você aprende com a experiência que o que importa mesmo não é o equipamento que você carrega e sim a imagem captada.

Muitas vezes sem câmera alguma em mãos, consigo compôr determinada imagem e saber se isso daria uma boa foto ou não. Aliás, até que abertura e velocidade usar já vem em mente naturalmente. É quando o seu olhar já está apurado.

Vou dizer, essa é uma fase muito legal. Acho que todo mundo deve exercitar seu olhar ao máximo, sempre pensando cuidadosamente na visão fotográfica.

Vamos deixar os clichês e neuras de lado e pensar na fotografia como arte.

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